Sensações crepúsculares que nos encaminham etéreamente a um destino ainda não cruzado.
A uma potencialidade do ser e não ser, uma dúvida singela que se quer e se sente, mas não se tem. Será por esse questionamento do eu que algo tão desconfortável à matéria em estado neutro se torna um conforto incessante dum desconforto permanente? Onde tudo é o que era mas é mais ainda, o que se vê, vê-se um pouco além ou deixa de se ver, e os olhos são cegos ao que não querem.
E ter a noção dessa realidade sem a querer negar, um sofrego pelo afogamento claro em desejo e subtileza. Um suspiro sem ar mas que provoca um alívio desconcertante no plexo e na razão.
Será uma dúvida ou uma certeza? Ou algo deambulante por entre rios desconhecidos e selvagens onde só anda quem se deixa sentir ou a quem não se o permite.
Tudo é um tom óbvio e tosco mas deixa de o ser por que não se quer. E é a modéstia do olhar e a facilidade entre as palavras os elementos conspurcados por um algo mais, que não quer deixar de ver.
Uma esperança algo rasgada que mantém a sua existência no limiar dos sentidos, que prefere permanecer e não cair, mas não descer com receio de sumir.
E depois?
quarta-feira, 23 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
A vague memory from an unpleasant dream,
I woke up trembling with fears that should not be my own. Not a sparkle, not a hope but an irrational fear that such thoughts may cross your mind and such bloodshed may cross my soul.
For I no longer wish for what I had, and never lost. I went out a winner. But the doubt of dishonesty still haunts me at night. When I see no words being crossed for reasons unknown to me. Why do I still ponder on this?
It's like reviving the most dreadful memories all coming back. But I'm not afraid to loose you anymore, I'm not afraid of speaking for my own word. And so another horror proceeds, whereas I am no longer me.
I lost my consciousness to anger, to angst. I lost it all and I lost myself.
But I am pleased. There's a effect where madness is incredibly smoothing, where I am no longer responsible because you pushed it too far, where I can finally express all the frustration, all the dread. And I am nothing but a violent engine with passion for power.
I threaten every life within my range. And so I am born a threat to mankind, a dominant brute with nothing to loose. And I am pleased.
I make my leave knowing that no one will cross my path, that nothing withstands between me and the world, because I just proved, not to you, to myself, that I'm not afraid to die, or to kill. And you all would fear me.
Respect from fear is an astonishingly seductive thing. It's hard to resist such temptation, I won't back up. That is existing.
And so I wake up. A vague memory from an unpleasant dream. Trembling with fears that should not be my own. But that are me.
And what scares me the most... is that: I still feel the satisfaction for such ruthless acts.
Is this just an excuse for bloodlust?
who am I at all...
For I no longer wish for what I had, and never lost. I went out a winner. But the doubt of dishonesty still haunts me at night. When I see no words being crossed for reasons unknown to me. Why do I still ponder on this?
It's like reviving the most dreadful memories all coming back. But I'm not afraid to loose you anymore, I'm not afraid of speaking for my own word. And so another horror proceeds, whereas I am no longer me.
I lost my consciousness to anger, to angst. I lost it all and I lost myself.
But I am pleased. There's a effect where madness is incredibly smoothing, where I am no longer responsible because you pushed it too far, where I can finally express all the frustration, all the dread. And I am nothing but a violent engine with passion for power.
I threaten every life within my range. And so I am born a threat to mankind, a dominant brute with nothing to loose. And I am pleased.
I make my leave knowing that no one will cross my path, that nothing withstands between me and the world, because I just proved, not to you, to myself, that I'm not afraid to die, or to kill. And you all would fear me.
Respect from fear is an astonishingly seductive thing. It's hard to resist such temptation, I won't back up. That is existing.
And so I wake up. A vague memory from an unpleasant dream. Trembling with fears that should not be my own. But that are me.
And what scares me the most... is that: I still feel the satisfaction for such ruthless acts.
Is this just an excuse for bloodlust?
who am I at all...
sábado, 25 de janeiro de 2014
Dourado
Ar irrespirável que nos rodeia incessantemente.
O que é esta nostalgia, de uma outrora melancolia, menos delgada à superfície?
Querer luz é não mais viver, pois a luz está em nós.
Cesa qualquer procura, e qualquer outra é em vão.
Apenas o estigma interior de um rito pessoal nos ditará o que é. Mas tu és por não ser, e quando não és, és tudo.
Um microcosmos incompreendido em pequenos gestos não notados. E é por esses obstáculos, colocados assim defronte de nós, que vivemos com mais sabor.
Nunca justo ou imparcial, mas apenas existente.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Gentle Torment
Would you have to twist a broken heart
Which had no repair in sight?
For thousands of eyes I've looked upon why would a gaze affect me so,
When there's nothing I hoped for.
Would you have to twist the gentle sight
Of a mind already broken by another knight.
Why would you torment a peace already steadied,
A state of mind now again disturbed,
Just to rip off undesired hopes of a dwelling bird who could no longer fly.
For the wings have been broken,
And the songs no longer spoken again crave for a name never to be told.
For these vague hopes are nothing but impossible,
Why would you torment such a soul?
Which had no repair in sight?
For thousands of eyes I've looked upon why would a gaze affect me so,
When there's nothing I hoped for.
Would you have to twist the gentle sight
Of a mind already broken by another knight.
Why would you torment a peace already steadied,
A state of mind now again disturbed,
Just to rip off undesired hopes of a dwelling bird who could no longer fly.
For the wings have been broken,
And the songs no longer spoken again crave for a name never to be told.
For these vague hopes are nothing but impossible,
Why would you torment such a soul?
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Rants of a Graphic Diary (2013)
the following words come from some of the things I write down in the middle of a street or in the next corridor on college. Between lyrics and definition. They're not good or bad, not meant to be depressive nor hopefull. They're just some of my thoughts, read them as you will.
Criaturas impróprias que nadam no seio desta terra. Rasgam e largam condimentos de terror, fazem chover palavras de horror. E tudo isto para apenas uma mais pitada de sal inconsistente. Oh e que felicidade vem nesses sal! Rejuvenescentes rejubilam-se perante um deus morto e mal relembrado que não é o deles. O sacro da nossa mãe completamente rispado de sentimentos ou louvores, para apenas pedaços da vermelha carne o desampararem ainda mais.
Não me olhes assim, triste criatura; que a tua frondosa fronha faz levedura a bens maiores. Mas enquanto olhares ao teu próprio núcleo egocêntrico de nascimento, nunca verás o poder das coisas, na génisis do Universo.
Aren't you afraid of finding what you're looking for?
Lágrimas esgotam-me os olhos nefastos, que fartos e tintos estão de ver. Cheios de cor e forma e cansaço pedindo cegueira como a sede pede a água.
Sono, tanto sono. Fartura de inutilidades.
If I was in a masquerade ball,
Would you speak to me?
Would you be a dream by my eyes,
Which you never noticed before?
And when I dissapeared,
Would this rare encounter bother your mind?
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Aokigahara, a Floresta dos Suicídios
"O suicídio é a grande questão filosófica de nosso tempo, decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma pergunta fundamental da filosofia." - Albert Camus
O suicídio é uma questão que cada vez mais é discutida na sociedade actual, isto pelas taxas aumentarem, pelo drama da eutanásia e pelo choque pessoal com que lidamos quando nos deparamos com um suicídio.
Embora não nos apercebamos da realidade em que vive cada ser individual desvalorizamos radicalmente, por educação cultural, essa mesma noção. Há uma falta de respeito desmesurado e não só descartamos pequenos sinais como comportamentos de auto-mutilação, como ainda muitos fazem disso uma razão para gerar mais violência.
A verdade é que todo o mundo vive numa violência meio-escondida, que tentamos ignorar e que uns poucos sortudos vivem à parte dela, se é que vivem de todo. Pois a violência pode não ser apenas física mas emocional, e não é apenas provocada por indivíduos particulares mas também por grupos gerais.
Uma das maiores causas de suicídio é precisamente a condição fiscal e social de cada um, sendo que não aguentam o peso dos sacrifícios ou uma vida que muda radicalmente através da dívida, estes factores têm muito maior importância num bem estar de uma pessoa do que aquilo que é notado. Isto por que o ser humano se obriga a viver do capitalismo e do dinheiro. O ser humano é então o único que provoca a sua própria morte em alternativa a um drama fiscal e intelectualizado.
A pressão da sobrevivência chega a ter medidas bastante diferentes, pois a nossa evolução como ser social levou-nos para o seu melhor e o seu pior. A falta de compaixão que aprendemos a ter obrigatoriamente para nos defendermos e a necessidade de um mínimo de estatuto na sociedade levam-nos a deprendermo-nos da realidade física humana, em que apenas somos animais e não precisamos de tanto assim - mas inevitávelmente até que precisamos por que nos obrigamos como sociedade a tal.
Estudos indicam que os países com maiores níveis de "felicidade" são também os com maiores taxas de suicídio, isto talvez por que uma pessoa deprimida quando deparada com a situação aparentemente melhor do mundo à sua volta não aguenta a pressão social. Ou por que os países desenvolvidos são também países de extremos, ao mesmo tempo humanizados e desumanizados, as pessoas tornam-se números e se os números não são suficientes então são formalmente descartados para o caixote dos desnecessários. Deixam de ser pessoas aos olhos do sucesso.
Sendo o Japão uma das maiores potências mundiais é também o país com maior taxa de suicídio. Assim como em todo o mundo essa taxa tem uma maior incidência em adolescentes e jovens/adultos, entre os 13 e os 35/40 anos. Aokigahara é uma floresta na base do monte Fuji mundialmente conhecida por Mar de Àrvores e Floresta dos Suicídios, pois muita gente escolhe libertar-se do peso da vida nesse mesmo local. A popularidade da floresta como lugar de suicídios surgiu em 1960, numa novela de Seichō Matsumoto, que termina com dois amantes cometendo suicídio na floresta. Porém, os relatos de suicídio na floresta precedem da publicação da novela, e o lugar há muito tempo era associado à morte. Chega a ser macabro pois cerca de uma centena de corpos são descobertos todos os anos pelas equipas voluntárias de patrulha (fora aqueles que não são descobertos ou descobertos apenas passado um longo espaço de tempo). A floresta é também conhecida pelo silêncio anormal patente, ausência de vida selvagem e por lendas de antigos espíritos e demónios da mitologia japonesa. Apesar de numerosas mensagens, em japonês e inglês, para que as pessoas reconsiderem as suas acções, muitas pessoas entram lá para não mais sair, e devido à densidade da floresta, há sempre corpos por encontrar.
Assim deixo por ponderar a cada um, por quê esta situação na sociedade actual? Não deveríamos estar a caminhar no sentido contrário e a cultivar tolerância e compreensão? E quanto mais desenvolvido maior a taxa de suicídio, sendo que um país desenvolvido não luta contra as mortalidades precoces? Dado desconcertante foi revelado em Outubro de 2002, em Bruxelas, numa reunião da Organização Mundial de Saúde (OMS) para divulgar as conclusões do Relatório Mundial sobre Violência e Saúde -acima de acidentes de carro, acidentes armados e homicídios, o suicídio é a principal causa de morte por actos violentos.
Revista Com Sem Saída
Wikipédia - Aokigahara
Wikipédia - Suicídio
Anarquia, Ordem e Paz
Desde cedo que o ser humano é instigado a criar uma aversão a certos símbolos, noções ou movimentos. A necessidade de mover as massas pela aceitação da tolerância de um líder/religião/noção surgiu desde cedo nos primeiros aglomerados populacionais. Logicamente como eram mais do que um, isolados do mundo, onde a sua realidade estava restrita à própria tribo, esses agregados criaram uma ideia tolerante quanto à sua cultura e aversão a culturas estranhas. E tem sempre sido assim especialmente quando o indivíduo não é confrontado com diferentes realidades durante a sua vida.
Quando surge algo estranho ao hábito há uma guerra para que a lei da sobrevivência se sobreponham e as minorias caem. No entanto são sempre as minorias que fazem grandes mudanças, é a vontade de mudar que no final, mesmo que através de sacrifícios de sobrepõe.
Foi pelo início do séc. XX que a ideia de anarquia começou a ser popularizada como desordem, caos e violência. Talvez pela necessidade da sociedade se querer erguer como "civilizada" mesmo que claramente não o seja e o consigamos observar nos pormenores mais obscenos do ser humano. Mesmo nos orgãos formados supostamente para manter a paz quando há poder a violência vem agregada, seja pela inquisição ou pelo poder absoluto, autoritarista e ditatorial.
A anarquia pura é na verdade uma utopia, praticamente impossível de ser realizada. Por quê? Por que pressupõe um respeito de indivíduo para indivíduo, um respeito para os outros e para connosco mesmos mas sobretudo para com a vida. Um dos lemas popularizados pela anarquia é "No Gods, No Masters.""Ni dieu ni maître!" - an anarchist, feminist and labour slogan)que surge na história como um lema feminista e de defesa do trabalhador. Anarquia não é o caos mas o reconhecimento do papel individual de cada um para benefício do grupo. É a ausência de uma hierarquia mas o reconhecimento mutuo e responsável de cada um. Quando pedimos que se imagine um mundo anárquico a maioria das pessoas pensariam em grupos de vândalos a violar propriedades, abusar direitos, roubar pelo gozo de roubar, algo saído A Clockwork Orange. Não é esse o objectivo. Por exemplo, na troca de bens, o esforço de outrem seria reconhecido, haveria sempre algo em troca por que a honra e respeito estariam acima de tudo.
Há que ponderar seriamente os valores humanos e socialistas. Infelizmente duvido que uma anarquia alguma vez funcionasse pois a perversão humana, a falta de princípios e o querer superar os outros seja por que meios for é demasiado grande e sempre se demonstrou assim na história e na vida pessoal que cada um de nós enfrenta. Mas talvez, se as mentes forem correctamente cultivadas, consigamos atingir um certo nível de paz. Afinal estamos sempre à procura de melhor, e o melhor começa pela educação, não só intelectual e física, mas também espiritual e que visa a introspecção pois para estarmos bem com o mundo necessitamos de estar bem como indivíduos que somos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
