sábado, 26 de novembro de 2016

I don't want to feel like this
But I can't avoid it.
I don't want to feed clichés
But I can't avoid it.
I am my only problem,
But I can't avoid it.

Doesn't hurt enought yet.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Uma canção da minha Avó

Uma silva me prendeu,
uma silva pequenina.
Não há coisa que mais prenda
que os olhos duma menina.


E encontrando o total do poema deparei-me com pequenos tesouros nacionais que já ninguém conhece:



CHULA DA MAIA

 Eu hei-de te amar, amar,
hei-de te querer, querer.
Hei-de te tirar de casa
sem teu pai nem mãe saber.

Silva verde não me prendas,
olha que me não seguras;
olha que tenho quebrado
outras algemas mais duras.

Uma silva me prendeu,
uma silva pequenina.
Não há coisa que mais prenda
que os olhos duma menina.

A silva que me prendeu
arrebentou no valado;
nunca a silva me prendeu
com tão forte cadeado.

Há silvas que dão amoras,
há outras que não as dão;
há amores que são firmes,
há outros o não são.

Silva verde picosinha
ao arcipreste se enleia;
meu amor se me prenderes,
deixa-me larga a cadeia.

Cheguei à borda do rio,
silva verde é meu encosto.
Que importa que o mundo fale
se o meu amor é do meu gosto ?

Salsa verde combatida
ao pé do manjericão;
bem podemos ser amantes,
mas sempre dizer que não.

A salsa do meu quintal
arrebenta pelo pé
assim arrebenta a boca
a quem diz o que não é.

Entre pedras e pedrinhas
nascem raminhos de salsa;
pega-te à feia que é firme
deixa a bonita que é falsa.

A salsa que está no rio
de verde se está revendo;
eu como firme te adoro,
tu falsa me estás vendendo.

Debaixo da oliveira,
menina, é que é o amar;
tem a folha miudinha,
não entra lá o luar.

Se a oliveira falasse
ela diria o que viu:
debaixo da sua sombra,
dois amantes encobriu.

Daquela janela alta
me atiraram um limão.
A casca me deu no peito,
o sumo no coração.

Deitei um limão correndo
à tua porta parou.
Quando um limão tem amores,
que fará quem o deitou ?

Alecrim à borda d'água
de longe faz aparência;
muitos amores se perdem
pela pouca inteligência.

Oh meu cravo almirante,
onde é que perdeste o cheiro ?
Perdi-o na tua cama
na renda do travesseiro.

Corações que estão unidos
não temem a dura sorte;
suceda o que suceder
são fiéis até à morte.

Se pensas que por ti morro
enganas teu coração.
Olha que nunca gostei
da fruta que cai no chão.

Caneiro do rio d'Ave
deixa-me ver os peixinhos.
Quem namora às escondidas
dá abraços e beijinhos.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Perda

Perco o interesse em fazer o que quer que seja pois não sei o que dar ao mundo. Mas o mundo não importa, ele continua sem nós. É uma ilusão apenas por que não conseguimos continuar sem nós mesmos.. mas nada me convence sem ser o sono e a cama, ando a preferir uma existência automatizada que vai contra os meus princípios. Por que quero contar histórias que não existem nem me surgem na mente. Absorvo como uma esponja o mundo dos outros, por que o meu não parece suficiente. Peço desculpa, baixinho, àqueles de quem gosto, pois não merecem aturar-me em tal tormento, que parece ter tão fácil fim mas perpétua numa insistência dolorosa.
Não quero jantar de novo. Faço mal ao corpo mas só quero dormir, com esperança que o sol me dê vontade de prosseguir o que necessito de apontar.
O que estou a fazer?
O que quero?
Apaguei essas perguntas e não mais encontro resposta em nada, a inspiração vaiu-se de tantas pancadas que lhe deram e agora não sei o que é meu e o que não é, o que sou nem o que deixo de ser.
Idealizo mas a arte não se faz pensando.
O problema não é o mundo, sou eu que não sei o que sou. E a dúvida que é o meu maior defeito.
I've always had this sensations that objects can protect me.
Strong objects will reflect a strong will, they will protect me from how weak i feel, how weak i see my reflection in te mirror.
I used to have loads of collars and wrist bands, because my neck and my wrists are sensitives. If I keep things of the people i love nearby i won't let myself get hurt. If i cover my wrists I don't think I have to hurt myself to feel, because the good feelings I was left with are already there.
But I've grown to be independent. Friendships come and go and you don't really realize how close and how distant you are from someone. High school friendships are way too intense, and when they're over they hurt just as much to break.
But since I was left with no colars and no wristbands I've put that hope of protection onto myself, I only use what I atribute to me. I'm responsible for my own sake.
And when I have weak days I might stay 12 hours in bed, have a whole day and do nothing at all.
I stare at other people drawings and hope I was drawing but I can't bring myself to move..
So i put on my combat boots, because that way I feel more fierse, and I put it down on paper, hoping this feeling will go away.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Early Letter

Would you ever come near, as I retire myself in fear? Allow another word to exist upon us when a silent breath is all I have. Though I secretely admire your world and wish such calmness for mine. Is it so what you desire? Or do you not recognize the veil of pleasing sensations within your realm? We may share more than a smile, a sight.. or thoughts that words can't describe. Even so, is that why I leave my window open at night?

30/01/2014




sábado, 17 de maio de 2014

Melgas no Miradoro de Santa Luzia

Uma vaga sensação de cabeça à roda,
Com um toque da pele, um chamamento.
É a noite, a lua e o refresco da existência,
Num lusco-fusco de envolvimento terreno e livre,
Onde o ser apenas é.
Um respirar além da primária sensação de bem estar.
São conversas profundas no bairrio lisboeta,
Luas amarelas sobre o Tejo, tão distante...
Tenta mais um pouco, vive algo mais
E aprecia o céu estrelado que se presenteia defronte de ti.
Porquê a ambição de outro estar?
A apreciação notável é a presente vida do ego com o universo.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Um algo um pouco impossível de algo mais além parecendo miragem. Miragem inconcretizada agora ilusão? Ou será o apreciável do incerto o sentido da vida que constroi os momentos indecifrados do ser?
Algo faz crescer e algo faz querer mais sem saber querer. Um relaxamento alguém do possível humano, despir de ideias e do ego numa potência existêncial do eu com o tudo.
E será essa a ilusão da existência? Ou a certeza do acto egoísta de viver? Em que construímos pelo único propósito de nos dar uma prenda que altera o mundo como ele poderia ser. Ele já não é d'ele. É a nossa expressão no seu ponto máximo, um contínuo de esforços para que apenas seja possível.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Rebrotar

Sensações crepúsculares que nos encaminham etéreamente a um destino ainda não cruzado.
A uma potencialidade do ser e não ser, uma dúvida singela que se quer e se sente, mas não se tem. Será por esse questionamento do eu que algo tão desconfortável à matéria em estado neutro se torna um conforto incessante dum desconforto permanente? Onde tudo é o que era mas é mais ainda, o que se vê, vê-se um pouco além ou deixa de se ver, e os olhos são cegos ao que não querem.
E ter a noção dessa realidade sem a querer negar, um sofrego pelo afogamento claro em desejo e subtileza. Um suspiro sem ar mas que provoca um alívio desconcertante no plexo e na razão.
Será uma dúvida ou uma certeza? Ou algo deambulante por entre rios desconhecidos e selvagens onde só anda quem se deixa sentir ou a quem não se o permite.
Tudo é um tom óbvio e tosco mas deixa de o ser por que não se quer. E é a modéstia do olhar e a facilidade entre as palavras os elementos conspurcados por um algo mais, que não quer deixar de ver.
Uma esperança algo rasgada que mantém a sua existência no limiar dos sentidos, que prefere permanecer e não cair, mas não descer com receio de sumir.
E depois?

quinta-feira, 3 de abril de 2014

A vague memory from an unpleasant dream,

I woke up trembling with fears that should not be my own. Not a sparkle, not a hope but an irrational fear that such thoughts may cross your mind and such bloodshed may cross my soul.
For I no longer wish for what I had, and never lost. I went out a winner. But the doubt of dishonesty still haunts me at night. When I see no words being crossed for reasons unknown to me. Why do I still ponder on this?
It's like reviving the most dreadful memories all coming back. But I'm not afraid to loose you anymore, I'm not afraid of speaking for my own word. And so another horror proceeds, whereas I am no longer me.
I lost my consciousness to anger, to angst. I lost it all and I lost myself.
But I am pleased. There's a effect where madness is incredibly smoothing, where I am no longer responsible because you pushed it too far, where I can finally express all the frustration, all the dread. And I am nothing but a violent engine with passion for power.
I threaten every life within my range. And so I am born a threat to mankind, a dominant brute with nothing to loose. And I am pleased.
I make my leave knowing that no one will cross my path, that nothing withstands between me and the world, because I just proved, not to you, to myself, that I'm not afraid to die, or to kill. And you all would fear me.
Respect from fear is an astonishingly seductive thing. It's hard to resist such temptation, I won't back up. That is existing.

And so I wake up. A vague memory from an unpleasant dream. Trembling with fears that should not be my own. But that are me.
And what scares me the most... is that:  I still feel the satisfaction for such ruthless acts.

Is this just an excuse for bloodlust?
 
who am I at all...

sábado, 25 de janeiro de 2014

Dourado


Ar irrespirável que nos rodeia incessantemente.
O que é esta nostalgia, de uma outrora melancolia, menos delgada à superfície?
Querer luz é não mais viver, pois a luz está em nós.
Cesa qualquer procura, e qualquer outra é em vão.
Apenas o estigma interior de um rito pessoal nos ditará o que é. Mas tu és por não ser, e quando não és, és tudo.
Um microcosmos incompreendido em pequenos gestos não notados. E é por esses obstáculos, colocados assim defronte de nós, que vivemos com mais sabor.
Nunca justo ou imparcial, mas apenas existente.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Gentle Torment

Would you have to twist a broken heart
Which had no repair in sight?
For thousands of eyes I've looked upon why would a gaze affect me so,
When there's nothing I hoped for.
Would you have to twist the gentle sight
Of a mind already broken by another knight.
Why would you torment a peace already steadied,
A state of mind now again disturbed,
Just to rip off undesired hopes of a dwelling bird who could no longer fly.
For the wings have been broken,
And the songs no longer spoken again crave for a name never to be told.
For these vague hopes are nothing but impossible,
Why would you torment such a soul?


sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Rants of a Graphic Diary (2013)

the following words come from some of the things I write down in the middle of a street or in the next corridor on college. Between lyrics and definition. They're not good or bad, not meant to be depressive nor hopefull. They're just some of  my thoughts, read them as you will.



Criaturas impróprias que nadam no seio desta terra. Rasgam e largam condimentos de terror, fazem chover palavras de horror. E tudo isto para apenas uma mais pitada de sal inconsistente. Oh e que felicidade vem nesses sal! Rejuvenescentes rejubilam-se perante um deus morto e mal relembrado que não é o deles. O sacro da nossa mãe completamente rispado de sentimentos ou louvores, para apenas pedaços da vermelha carne o desampararem ainda mais. 
Não me olhes assim, triste criatura; que a tua frondosa fronha faz levedura a bens maiores. Mas enquanto olhares ao teu próprio núcleo egocêntrico de nascimento, nunca verás o poder das coisas, na génisis do Universo.


Aren't you afraid of finding what you're looking for?


Lágrimas esgotam-me os olhos nefastos, que fartos e tintos estão de ver. Cheios de cor e forma e cansaço pedindo cegueira como a sede pede a água.
Sono, tanto sono. Fartura de inutilidades.


If I was in a masquerade ball, 
Would you speak to me?
Would you be a dream by my eyes, 

Which you never noticed before?
And when I dissapeared, 
Would this rare encounter bother your mind?




segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Aokigahara, a Floresta dos Suicídios

"O suicídio é a grande questão filosófica de nosso tempo, decidir se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma pergunta fundamental da filosofia." - Albert Camus

O suicídio é uma questão que cada vez mais é discutida na sociedade actual, isto pelas taxas aumentarem, pelo drama da eutanásia e pelo choque pessoal com que lidamos quando nos deparamos com um suicídio.
Embora não nos apercebamos da realidade em que vive cada ser individual desvalorizamos radicalmente, por educação cultural, essa mesma noção. Há uma falta de respeito desmesurado e não só descartamos pequenos sinais como comportamentos de auto-mutilação, como ainda muitos fazem disso uma razão para gerar mais violência. 
A verdade é que todo o mundo vive numa violência meio-escondida, que tentamos ignorar e que uns poucos sortudos vivem à parte dela, se é que vivem de todo. Pois a violência pode não ser apenas física mas emocional, e não é apenas provocada por indivíduos particulares mas também por grupos gerais. 
Uma das maiores causas de suicídio é precisamente a condição fiscal e social de cada um, sendo que não aguentam o peso dos sacrifícios ou uma vida que muda radicalmente através da dívida, estes factores têm muito maior importância num bem estar de uma pessoa do que aquilo que é notado. Isto por que o ser humano se obriga a viver do capitalismo e do dinheiro. O ser humano é então o único que provoca a sua própria morte em alternativa a um drama fiscal e intelectualizado. 
A pressão da sobrevivência chega a ter medidas bastante diferentes, pois a nossa evolução como ser social levou-nos para o seu melhor e o seu pior. A falta de compaixão que aprendemos a ter obrigatoriamente para nos defendermos e a necessidade de um mínimo de estatuto na sociedade levam-nos a deprendermo-nos da realidade física humana, em que apenas somos animais e não precisamos de tanto assim - mas inevitávelmente até que precisamos por que nos obrigamos como sociedade a tal. 
Estudos indicam que os países com maiores níveis de "felicidade" são também os com maiores taxas de suicídio, isto talvez por que uma pessoa deprimida quando deparada com a situação aparentemente melhor do mundo à sua volta não aguenta a pressão social. Ou por que os países desenvolvidos são também países de extremos, ao mesmo tempo humanizados e desumanizados, as pessoas tornam-se números e se os números não são suficientes então são formalmente descartados para o caixote dos desnecessários. Deixam de ser pessoas aos olhos do sucesso.

Sendo o Japão uma das maiores potências mundiais é também o país com maior taxa de suicídio. Assim como em todo o mundo essa taxa tem uma maior incidência em adolescentes e jovens/adultos, entre os 13 e os 35/40 anos. Aokigahara é uma floresta na base do monte Fuji mundialmente conhecida por Mar de Àrvores e Floresta dos Suicídios, pois muita gente escolhe libertar-se do peso da vida nesse mesmo local. A popularidade da floresta como lugar de suicídios surgiu em 1960, numa novela de Seichō Matsumoto, que termina com dois amantes cometendo suicídio na floresta. Porém, os relatos de suicídio na floresta precedem da publicação da novela, e o lugar há muito tempo era associado à morte. Chega a ser macabro pois cerca de uma centena de corpos são descobertos todos os anos pelas equipas voluntárias de patrulha (fora aqueles que não são descobertos ou descobertos apenas passado um longo espaço de tempo). A floresta é também conhecida pelo silêncio anormal patente, ausência de vida selvagem e por lendas de antigos espíritos e demónios da mitologia japonesa. Apesar de numerosas mensagens, em japonês e inglês, para que as pessoas reconsiderem as suas acções, muitas  pessoas entram lá para não mais sair, e devido à densidade da floresta, há sempre corpos por encontrar.


Assim deixo por ponderar a cada um, por quê esta situação na sociedade actual? Não deveríamos estar a caminhar no sentido contrário e a cultivar tolerância e compreensão? E quanto mais desenvolvido maior a taxa de suicídio, sendo que um país desenvolvido não luta contra as mortalidades precoces? Dado desconcertante foi revelado em Outubro de 2002, em Bruxelas, numa reunião da Organização Mundial de Saúde (OMS) para divulgar as conclusões do Relatório Mundial sobre Violência e Saúde -acima de acidentes de carro, acidentes armados e homicídios, o suicídio é a principal causa de morte por actos violentos.


links utéis:
Campanha Death2Suicide - choose life
Aokigahara YouTube Channel
Wikipédia - Aokigahara
Wikipédia - Suicídio




Anarquia, Ordem e Paz



Desde cedo que o ser humano é instigado a criar uma aversão a certos símbolos, noções ou movimentos. A necessidade de mover as massas pela aceitação da tolerância de um líder/religião/noção surgiu desde cedo nos primeiros aglomerados populacionais. Logicamente como eram mais do que um, isolados do mundo, onde a sua realidade estava restrita à própria tribo, esses agregados criaram uma ideia tolerante quanto à sua cultura e aversão a culturas estranhas. E tem sempre sido assim especialmente quando o indivíduo não é confrontado com diferentes realidades durante a sua vida. 
Quando surge algo estranho ao hábito há uma guerra para que a lei da sobrevivência se sobreponham e as minorias caem. No entanto são sempre as minorias que fazem grandes mudanças, é a vontade de mudar que no final, mesmo que através de sacrifícios de sobrepõe.

Foi pelo início do séc. XX que a ideia de anarquia começou a ser popularizada como desordem, caos e violência. Talvez pela necessidade da sociedade se querer erguer como "civilizada" mesmo que claramente não o seja e o consigamos observar nos pormenores mais obscenos do ser humano. Mesmo nos orgãos formados supostamente para manter a paz quando há poder a violência vem agregada, seja pela inquisição ou pelo poder absoluto, autoritarista e ditatorial.  

A anarquia pura é na verdade uma utopia, praticamente impossível de ser realizada. Por quê? Por que pressupõe um respeito de indivíduo para indivíduo, um respeito para os outros e para connosco mesmos mas sobretudo para com a vida. Um dos lemas popularizados pela anarquia é "No Gods, No Masters.""Ni dieu ni maître!" - an anarchist, feminist and labour slogan)que surge na história como um lema feminista e de defesa do trabalhador. Anarquia não é o caos mas o reconhecimento do papel individual de cada um para benefício do grupo. É a ausência de uma hierarquia mas o reconhecimento mutuo  e responsável de cada um. Quando pedimos que se imagine um mundo anárquico a maioria das pessoas pensariam em grupos de vândalos a violar propriedades, abusar direitos, roubar pelo gozo de roubar, algo saído A Clockwork Orange. Não é esse o objectivo. Por exemplo, na troca de bens, o esforço de outrem seria reconhecido, haveria sempre algo em troca por que a honra e respeito estariam acima de tudo. 

Há que ponderar seriamente os valores humanos e socialistas. Infelizmente duvido que uma anarquia alguma vez funcionasse pois a perversão humana, a falta de princípios e o querer superar os outros seja por que meios for é demasiado grande e sempre se demonstrou assim na história e na vida pessoal que cada um de nós enfrenta. Mas talvez, se as mentes forem correctamente cultivadas, consigamos atingir um certo nível de paz. Afinal estamos sempre à procura de melhor, e o melhor começa pela educação, não só intelectual e física, mas também espiritual e que visa a introspecção  pois para estarmos bem com o mundo necessitamos de estar bem como indivíduos que somos.







domingo, 24 de junho de 2012

Help Others and Yourself

 Spread Love

Help Others and Yourself



There are loads of haters not worth a thing, if you want spread hate go spread it on yourself and don't even read this.
I've been following this girl with hope that I could talk to her, yes I do that sometimes with random people because I know kind words can make a difference (and believe me I've been awful to the ones I love the most, sorry bros.. I really love you..)
She's just a 13 year old girl, her mom beats her and prolly with other situations influence, only at this age she has constant suicidal thoughts. I know every one has their own way to deal with life, I know there are people that wouldn't be like this and many people will blame her for her thoughts but honestly.. it's so sad.. I'm not saying that I've never been depressed, that I've never had suicidal thoughts, most of us already had and I'd be lying but I know I can not do much.. I just wanted to spread the word and if you can send her a message either with your own experiences, something serious and show her we all have to fight maybe just maybe we save a life.

I try to talk to depressed persons now and then, I don't judge I listen. The rest of the world already judges.. But i really want to help them and I know every each case is unique, I know it's a fight a person has to do with herself, as I have my own fights to keep balance and sanity. But if everyone was nice to each other honestly this wouldn't happen. Friends wouldn't betray, parents wouldn't beat, others wouldn't rape, etc. But there will always be those persons, for as long as there are humans, life isn't fair, not even to innocent animals who have to hunt each other for necessity. But if you can make your part, say random kind words, if you feel it go tell and don't hide. We already hide too many things, we should at least share love and forgiveness..


In a personal note I've been feeling a bit down and nervous with several situations. I don't know why but when I realize it I've been the worst to the persons I hold most dear, and I do mean I've been the worst. I scream with violence and I react with hate. We all have flaws and I am fighting my own, I swear I am. Because I don't want to loose the persons that I love, and my most dear best bros ever. I love you guys I do and I swear I'm completely regretful to the way I talk to you sometimes.. When I realize it I just get more mad at myself and don't know how to apologize, because I don't feel any words will ever give me a reason to be forgiven. But it IS worth it. I DO need to apologize if I feel it's the right thing but I also need to keep fighting to get balance and peace for me and for others.
What I mean is, we all have flaws and we all will have to learn how to deal with them, how to transform them and perfect ourselves. It's very hard but in the end it will be worth it. I want to share peace and we need to find it in ourselves.. but a few nice words will always always help, even if just a little tiny bit, we will have them in our minds.
And I love you guys for putting up with me, and with my completely explosive way. I love you guys because you smile to me everyday even if the last thing I said in the night was I hate you, I love you guys because you will fucking tell me to calm down and look at myself when I do mistakes, not run away from me. And I know you will be there. I won't let myself ruin this.

Please spread Love



by AnaCB on deviantart

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Songs I thought I would never hear again

How many times have I thought the same.. How many different answers did I get... As if over the years the perspective simply changes, and sometimes it is chocking. Not in a bad way. Just as if you never really thought you would live today what you are living.
Why is man never satisfied with the answers? With what we've got right now.. We have such a precious day in front of us, like we will never live another one. Yet we let ourself sink in miserable thoughts that come attached to our way of living..
How can someone hurt another without reason, with no regrets.. How can people just hurt, murder.. And not even apologize.. And how do we continue lost... Is death really the only way of release?  Then why do we come back to life, to a time we rarely want to live..
Why can't we fly?! Why can't we just fly to our rightful lives.. The ones I KNOW I want to live.. My objective.. what if my objective is in the past, why let the present turn into past again and again..
And yet I wait.. I live, I love, I wait, I regret, I focus.
For I want to live within my dreams and feel complete.. Where I will feel incomplete again.. and begin another cycle, another dream..
Why can't I have magic.. Why do we have guns instead of swords, betrayal instead of honour.. Humans are such hypocrites.. And I still can't relate.. I do not fear the sight of others but I fear not to reveal the truth and be told as a lier, for I am not.
I miss Home.. And I am not on it.. not in this society, my home here is dying.. I miss my Mother and in this society my Mother is dying...
Please don't kill her.. Please don't kill our Mother.. And please allow us to get back in our roots, I miss them so dearly.. And right now they merely come to me as dreams .. from another world, another reality, but just dreams..
I am afraid.. Yet I keep living..And yet I keep waiting.. living, I loving...

the ultimate weapon by Nitya on Deviantart

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Pensar

Acho que a última vez que aqui vim para escrever eu estava... apenas zangada.. não cheguei a escrever nada. Estava zangada mais ou menos com tudo e mais ou menos com nada.
Não sou velha mas sinto-me tão mais velha... Nem sequer acho que seja sábia! Mas vi tanto mudar.. tanto mas realmente tão pouco de mim mudar.. Não que tenha desaparecido completamente por que eu sou eu e sempre o serei. Mas apenas.. Transformar-se, talvez ou talvez não, evoluir...
Sinto que foi apenas a primeira vez que o mundo realmente me mostrou errada, não completamente  mas em grande parte errada.. E acho que compreendo melhor agora o que acontece. Apenas um pouquinho melhor, mas um pouquinho que faz tanta diferença.
Sinto-me assustada, claro que tenho saudades de ter a certeza! Mas sinto-me assustada.. lembro-me de ter perspectivas tão grandes para o futuro. Não que as tenha perdido mas não é esse tipo é outro diferente.. Aquele das certezas.. Sinto que com as perspectivas na cabeça não abracei o que me envolvia e agora vejo que já não é assim. Por que dos dois anos eu não sinto falta mas um pouco mais à frente tudo muda. 
Não me lembro do que me arrepender, estou bem.. Mas a sensação é tão estranha.. e é disto que os carvalhos falam.. É tão estranho não entender as palavras de um carvalho e de um momento para o outro chorar pelo seu sentido.
Acho que ainda não sei viver no presente. Ainda estou presa ao passado e com receio do futuro. Felizmente abraço mais o presente mas não acho que o suficiente. Sou agradecida, por todas as bênçãos que a nossa Mãe nos oferece, a todos. Sou grata, até pela dor, sou grata por que perdoei. 
Ainda assim.. ainda assim receio.. e sei que é natural.. no fundo Amo a minha vida, mas também odeio, perdoo, receio. É um superável natural jogo de palavras que aparentemente apenas o tempo nos trás. 
E irei continuar a lutar. Já não de forma igual, certamente não da mesma forma que irei lutar dentro de uns tempos, mas irei continuar. E soou tão Egoísta. Não sou a única. Todos nós temos de o fazer. Assim como todos nós precisamos de deitar ar cá para fora, simples movimentos de língua e cordas vocais, neste caso intelecto e dedos. 
Respeito.. sonho.. Sobretudo ainda sonho, fico feliz de sonhar. Abraçando o agora, sonho.

domingo, 8 de maio de 2011

2as da manhã

Pergunto-me por que será que me preocupo em escrever.
Pergunto-me realmente por que me preocupo de todo.
E por quê em bom (nem por isso) português? Talvez por que parece mais honesto.
As outras línguas dão um ar de facilidade, um ar de carta atrasada, daquelas que se mandam às pessoas da mesma cidade só para não lhas entregarmos na mão.

Nem sei o que dizer. Pensei num objecto, certamente preciso de um objecto.
Há pouco pensava num quadro negro, uma tela toda pintada com o mais escuro pigmento. Mas depois pensei, mas que raio?
E se for um elástico? Escrever para um elástico. Um elástico de qualquer cor. Será que é como a terapia? Estarei a tentar auto-terapiar-me? No sentido mais macarrónico da palavra?
Pois bem,

Querido Elástico,
Há muito tempo que não falo contigo, se é que alguma vez falei contigo elástico. Pareces-me agora como tantos outros elásticos que me foram prendendo o cabelo. Era bem fixe, quando eu ia à praia e não precisava de me preocupar com o sal no cabelo, quando ia para a dança e me ajudavas a afastar o calor. Ou até quando me armava em preguiçosa e simplesmente atava o cabelo por não querer ter de lidar com cabelo em frente dos olhos. Já vistes quantas utilidades um elástico pode ter?!
E realmente pergunto-me acerca do teu ser, senhor elástico, o que terás para além dos fios de ... algodão? que cobrem a tua elasticidade? Será que sequer tens elasticidade!? Se calhar tens um buraco negro protegido por um incrível campo de forças!
Bem não interessa muito pois não? Ora poças elástico, e eu que pensava que irias mesmo ser o elástico para mim! Nem me lembro se te comprei, gamei ou encontrei no meio da rua, mas poças, parecias mesmo o meu elástico.
Não faz mal. És só mais um elástico, um elástico único, que para sempre me lembrarei como conseguiste não me emaranhar o cabelo, mas que acabaste por o partir como tantos outros elásticos. Se calhar só ficaste velho, sei lá. Um fio a menos, outro rasgado e prontos, demasiada força e lá se parte o cabelo.
Tinha mesmo esperança que só desta vez conseguisse um elástico que não me partisse o cabelo.
Ora bolas elástico. Que faço agora? Finjo que não me partiste o cabelo? Acho que simplesmente vou usá-lo solto e talvez por magia a fada madrinha do Pinóquio também te de boca para pedires desculpa pelo meu cabelo! Agora hei-de ter de o cortar, ora muito obrigada, foste tão prestável quanto os outros da gaveta.
Infelizmente nunca dos meus elásticos me pediu desculpa por partir o cabelo, acho que agora não vai ser muito diferente. E de qualquer modo ou acabas no lixo ou na gaveta, à espera que um dia me peças desculpa ou que o meu cabelo seja brilhante o suficiente para que não o partas.
Não te preocupes que os outros me chamem de maluquinha, insana, incapacitada por pensar que realmente poderei falar com um elástico. Eu nunca dei muita atenção ao que os outros me chamem, independentemente dos meus elásticos.
De qualquer forma, se a fada madrinha não for bondosa o suficiente para te dar uma boca talvez te dê olhos e te ensine a ler. Não sei o que seria nem melhor nem pior. Neste momento não sei nada senhor elástico.
Talvez saiba que sou estúpida o suficiente para perder tempo a escrever uma carta para um elástico.
Mas, ora bolas elástico, pensei mesmo que serias o meu elástico preferido.

E que tenhas uma boa noite! Não te estiques muito e vê se paras de partir cabelos, a sério, é mesmo irritante. Muita saúde senhor elástico, vamos ver se para onde vais.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Sweet Heart - A Siren's Song



"Solitude still holds you
I don't have to fake the blues
And all you want is refuge
Sugar is the heart's food
Sugar is the heart's food
Fathers don't know all the rules
Kicked around, I know you know the cruelty of love
And if you could have just one thing for your birthday, what would it be?
Maybe that one wrong word would not make you bad
And you could say just how you feel
And they would still want you around
And maybe that you could make mistakes
And that it would still be okay
And they would still want you around
Thoughts are often ridiculed
Feelings often misunderstood

And all you do is rescue one little piece of your heart
And feed it sugar
And it will grow
So powerful and strong
You won't know what to do with all the warmth
You won't even remember all the harm
And it will be so much easier to lead
The life you always wanted
The life you always should have had..."

Sweet Heart - Hannah Fury